Renato Ortiz:<br>"A Diversidade dos Sotaques"<br>O inglês e as ciências sociais¹
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Alambre. Comunicación, información, cultura. Nº 1, marzo de 2008.

LIBROS PUBLICADOS Y EN CURSO 
Renato Ortiz:
"A Diversidade dos Sotaques"
O inglês e as ciências sociais¹
Renato Ortiz
“Houve uma época em que a idéia de língua universal era parte de um sonho inatingível. Isenta de contradições e malentendidos, pura, cristalina, inequívoca, ela seria o meio ideal de comunicação entre os homens. A especulação sobre sua origem levou religiosos e filósofos a elaborar um conjunto expressivo de textos tematizando esta tragicomédia linguística (utilizo uma expressão de Paulo Rónai)(2). Durante séculos, no mundo ocidental, esta aventura dominou a imaginação teórica de diversos autores, da Idade Média ao Iluminismo, da Revolução Francesa à construção dos idiomas artificiais. Trata-se de uma constante, algo que se atualiza e se reproduz, sua recorrência é expressão de um estado de espírito que atravessa diferentes épocas. Porque voltar-se para este tipo de literatura quando meu interesse é trabalhar uma problemática do século XXI? Penso que ela nos permite, primeiro, apreender uma mudança de humor dos tempos. Seus eflúvios, antes intensos e envolventes, se esvaneceram e a aspiração ao monolinguismo, visto como condição sine qua non para concórdia entre os homens, na situação de globalização, transformou-se num pesadelo assustador.” (Parte I – Capítulo 1)


“No debate sobre a globalização existem certos malentendidos que nos induzem a equivocadamente formular alguns falsos problemas (“fim” da história, do trabalho, da arte, da cultura de massa, do Estado-nação). Levando-se em conta que a diversidade linguística é um fato, e a impossibilidade da existência de uma língua universal (para isso seria necessário que todas as experiências humanas convergissem para uma única fonte de sentido), seria insensato marcar nossa discussão pela premissa de um mundo unívoco. O processo da globalização tecnológica e ecônomica, assim como a mundialização da cultura, não é sinônimo de homogeinização, tampouco de americanização. O desaparecimento das línguas circunscreve-se portanto à fronteiras bem precisas e delas não partilham as línguas de “ampla comunicação”. Para essas, o pertinente não é a extinção, mas o entendimento das linhas de força que as articulam e as submetem na situação de globalização.” (Parte I – Capítulo 1)

“Neste sentido, as transformações atuais, capitalismo flexível, indústrias culturais transnacionais, mundialização da cultura, avanços tecnológicos, incidem diretamente na maneira de se conceber as formas espaciais. É pois importante diferenciar entre internacionalização e globalização. A idéia de inter-nacional repousa na existência de unidades distintas e autônomas: as nações. Elas são o ponto de partida de um conjunto de interações que as relacionam umas às outras ou submetem as mais fracas às mais fortes. Porém, entre essas unidades específicas, dominantes ou dominadas, mantém-se uma separação, um limite. Por isso é possível distinguir tão claramente entre fronteiras internas e externas. A situação de globalização rompe este quadro anterior. Nela as nações subsistem no contexto de uma totalidade que as envolve e as ultrapassa. Suas fronteiras já não mais se encontram marcadas a partir de um núcleo central, o Estado-nação, sendo atravessadas pelo movimento da modernidade-mundo. O debate sobre a globalização implica portanto numa mudança da perspectiva.” (Parte I –Capítulo 2)


Estas son citas del último libro de Renato Ortiz que está en curso de producción en la Editorial Siglo XXI en la colección que dirige Carlos Altamirano. En este trabajo el autor estudió de qué manera el idioma inglés fue ganando una posición privilegiada en el proceso de globalización y a su vez, discute el lugar que tiene en el campo del conocimiento y de la construcción de nuevas representaciones e imaginarios sociales. Este libro nace a partir de un ensayo de Ortiz dedicado a la supremacía del inglés en las Ciencias Sociales, así como también a partir de los estudios realizados sobre los proceso de mundialización de la cultura.

Este libro está dividido en dos partes, además de la introducción y una conclusión final “Disgressão Final”. La primera parte se llama “Língua e Sociedade”, en la cual desarrolla dos capítulos: uno es “Do Flagelo da Diversidade ao Pesadelo Monolinguista” y el segundo “Do Internacional ao Mundial”. La segunda parte “Língua e Ciências Sociais” consta de tres capítulos “Ciências da Naturaleza e Ciências Sociais”, “Cientometria, Cientificidade e Insensatez” y un quinto capítulo que aún no tiene un título defido.

Este trabajo de Ortiz es sumamente importante por los aportes que hace tanto a nivel de las hipótesis de investigación que platea, así como también en cuanto la documentación que pone en juego. Es que el autor trabaja sobre fuentes de información previas a la era cibercultural – que provienen de su herudita formación antropológica, histórica y sociológica- y da cuenta, en su análisis, de un importante aparato de datos provenientes de obras de referencia de carácter internacional como por ejemplo Journal of Social Issues o The Annals of The American Academy of Political an Social Sciences.

En el primer capítulo de la primera parte “Do Flagelo da Diversidade ao Pesadelo Monolinguista”, el autor hace un recorrido por los estudios que se ocuparon del origen del lenguaje y de las virtudes de la lengua universal: desde los textos bíblicos, pasando por los estudios filosóficos hasta llegar a los escritos de autores contemporáneos. Asimismo, reflexiona a partir de datos concretos sobre las desigualdades geográficas de los idiomas, la homogeneización y las diversidades sociales y culturales. Y en el segundo capítulo “Do Internacional ao Mundial”, estudia cuáles fueron las modificaciones que el inglés introdujo, cómo adquirió preponderancia mundial y porqué es considerado un idioma “internacional” en términos culturales, sociales y tecnológicos.

En la segunda parte de este libro “Língua e Ciências Sociais”, Ortiz continúa trabajando en torno a la relación entre el lenguaje y las ciencias. Establece que en las ciencias naturaleza el inglés tiene una supremacía y funciona como idioma predominante. Esto se dio, de esta forma, por el contexto histórico, económico y social en el cual se desarrollaron estas disciplinas. Así como también por la maneraque los científicos tienen para trasmitir sus conocimientos. Sin embargo, el autor brasileño plantea que no pasa lo mismo en el campo de las ciencias sociales. En estas disciplinas, los discursos son más complejos, en tanto dan cuenta de conceptos en permanente modificación y cambio como lo es la sociedad. Es por eso que el inglés, como suponen algunos, no puede pasar a ocupar el lugar de “lengua universal” de las ciencias sociales. Es importante tener en cuenta el significado contextual de los conceptos; conceptos que están en permanente crisis, reformulaciones y cambios.

Por Anabella Messina


1 Título del libro de reciente aparición de la Editora Brasiliense, y en curso de traducción en la editorial Siglo XXI.

2 Paulo Rónai, Babel & Antibabel, São Paulo, Perspectiva, 1970.



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